sábado

Olá, amores imaginários...



Olá, Amores Imaginários, tudo bom com vocês? Como vocês estão? Olha, eu estou péssimo! Bom, como de costume, eu caí em um momento de reflexão sobre cada amor que passou em minha vida e cheguei a conclusão de que eu sou um otário mesmo. Puta que pariu, caralho! Daí, eu como um excelente escritor flopado que sou, resolvi fazer um post sobre isso, porque, como eu disse no Twitter, certas coisas não podemos falar com as pessoas, daí escrevemos fingindo que ninguém vai ler, mas no fundo a gente está gritando por atenção. Aquele drama básico de sempre, claro! Eu não irei dizer os nomes explicitamente, não vou bancar a Kim Kardashian ainda, (risos!). Porém, irei usar as inicias de cada nome, se a carapuça servir e a inicial do seu nome for a letra escrita, você vai saber como estou me sentindo em relação a você. Enfim, vamos ao que interessa. Irei voltar lá atrás, quando eu era um moleque ainda, quando eu me apaixonei pela primeira vez: 

S, 
Olá, S, você provavelmente não verá essa publicação, mas saiba (ou talvez você já saiba disso) que você foi meu primeiro amor. Sim, você é uma menina - pausa para reação: uhhhh giiiiiiirl! - voltando. Gente, eu era apaixonadinho por você, fazia tudo que você me pedia, até seu "mordomo" eu inventei de ser só para ter um pouco da sua atenção voltada para mim. Morria de ciúmes quando você dava atenção para os outros meninos, aquele tipo de atenção que eu queria que você desse para mim, mas na verdade você só me via com aqueles olhos de amigo ou de mordomo, como eu me comportava. Fazia de tudo para chamar sua atenção. Inclusive uma tentativa que fiz para chamar sua atenção (essa foi hilária) de, sei lá, desfilar para que você notasse, mas na verdade eu baixei a Beyoncé em Crazy in Love (gente, eu sempre fui muito Beyoncé, desde moleque. Amém, Beyoncé!) e por incrível que pareça, você notou. Notou tanto que correu e contou para a professora que eu estava andando igual uma mulherzinha (você foi uma vaca nesse momento, desculpa!). Estávamos no 2º Período do maternal e eu não sabia onde enfiar a minha poker face porque todos da sala ouviu você dizendo. Bom, possou um tempo eu superei você. 

P, 
Olá, P, você com certeza não verá essa publicação, mas você foi meu segundo amor e você também é uma menina - pausa para a reação: uhhhhh giiiiiirl! - voltando. Hoje não temos mais contato um com o outro, mas com certeza você deve de estar tão linda quanto você era nessa época. Eu também fui muito apaixonadinho por você. Não me esqueço da vez que você se queimou com leite quente e ficou não sei quantos dias sem ir a escola, fiquei todo preocupado com você. Não me esqueço também de um dia que estávamos na casa do meu vizinho assistindo a Copa do Mundo e você como sempre linda e maravilhosa. Você foi de longe a pessoa mais meiga que conheci em toda minha vida. Eu não sei por qual motivo eu tive que te superar, acho que você foi embora e eu fui obrigado a te esquecer. 

AF, 
Olá, AF, você também pode não ver essa publicação, mas você foi o meu terceiro amor e você também é uma menina - aquela pausa para reação: uhhhhh giiiiiirl! - voltando. Gata, você foi meu amor na transição da fase criança para a pré-adolescência, meus hormônios estavam começando a ficar a mil e junto a eles os meus sentimentos. Fazia de tudo para ter sua atenção também, mas eu sendo a bixa preta perfeita que sou, eu não passava de apenas um colega de classe que você tinha. Quando soube que você já estava beijando na boca e que era o menino que eu mais odiava na sala. Fiquei arrasado com isso, mas como outros, superei você.

Bom, depois de AF, eu entrei na adolescência e com isso as minhas dúvidas sexuais. Quando criança (tipo, uns 5 anos, rs) eu tive um envolvimento com o guri que morava perto da minha outra casa, minha mãe percebendo o meu envolvimento com ele, nos afastou e nunca mais eu o encontrei. Na verdade ele quem foi meu primeiro amor, mas não citei ele porque nem seu nome eu lembro. Triste! Enfim, essas dúvidas sexuais se afloraram na adolescência e com isso eu comecei a ter um monte de paixonite por meninos, desejos sexuais, sonhava com eles e cara, eram OS sonhos, (risos!). Até eu chegar em, G.

G,
Olá, G, você provavelmente verá essa publicação e sendo uma leitora assídua (pelo menos antigamente) do meu blog, não vai deixar esse passar despercebido. Você também é uma menina - aquela pausa para reação: uhhhhh giiiiiirl! - voltando. Bom, eu começo já te pedindo perdão por ter feito você passar por tudo aquilo. De finalmente ter convencido você dos sentimentos que eu tinha e finalmente ter conseguindo namorar você, mesmo que por dois meses (?). Olha, saiba que o amor que eu tinha por você (sim, esse amor mesmo) era verdadeiro. Eu realmente amei você, mas eu te amei na época mais errada da minha vida, na época que eu estava mais confuso, mais embolado. Eu não tinha o direito de ter feito o que fiz com você, você é uma pessoa incrível. Eu sei disso porque tive muito trabalho para tirar você da caixinha que você vivia e quando consegui, pude conhecer a pessoa linda que você é. Também fiz tudo por você e todos notavam que eu realmente gostava de você, inclusive você, tenho certeza disso. Mas assim como eu, você tinha medo de acreditar nisso e no final das contas você estava certa, não é mesmo? Te peço perdão por, pelo menos por um tempo, ter me tornando um embuste para você e fico muito feliz de estarmos bem hoje. Bom, pelo menos EU considero que estamos bem. Nem parece que tivemos um lance e um romance (risos!). Me perdoe por ter te pedido em namoro e depois terminado com você. Acho que hoje você entende o porquê de eu ter terminado. Sério, me perdoe! E mais uma vez eu tive que superar outro amor...

Bom, infelizmente G ficou sendo o ponto do meu antes e depois. apesar de não ter sido o meu primeiro beijo. Meu primeiro beijo foi com F que também é uma menina (aquela reação básica), já na transição da fase adolescente para a fase adulta. Dei meu primeiro beijo com 17 anos, cês acreditam? F, eu também tenho que te pedir perdão por ter dado a você esperanças de um possível namoro e no final das contas eu ter apenas tirado a minha B.V. com você. Gente, eu reconheço que fui um filha da puta nessa parte. Hoje você nem olha na minha cara, não acho que seja por esse motivo. Talvez seja por, sei lá, não termos motivos para conversar. 

Bom, depois da minha primeira experiência sexual com um cara, eu entendi que eu realmente era gay. Entendi o porquê de eu usar os batons da minha mãe quando criança, entendi o porquê de eu ter cortado a minha perna, também quando criança, tentando depilá-la com gilete como a minha mãe fazia. Gente, eu era uma girl desde criança. Essa história da mídia influenciar na orientação sexual de uma criança é totalmente ridículo (apesar da mídia também ser podre em outras coisas). Isso não é moda e isso não é uma influência para ninguém. A gente nasce assim, o que acontece é que não sabemos lidar com isso devido a sociedade podre em que vivemos nos dizer insistentemente que isso é errado. E não há nada de errado nisso. Enfim...

Fiquei um bom tempo sem gostar de ninguém (amém!) até o N aparecer na minha vida. 

N, 
Olá, N, você também com certeza não verá essa publicação, mas saiba que você foi o meu primeiro amor gay, apesar dos apesares que logo logo vocês saberão. Cara, você foi O cara e em todos os aspectos, você era o tipo de amor que eu queria em minha vida. Aquele amor aventureiro, que me permitia imaginar a gente juntos nos lugares mais incríveis desse mundo. Aquele amor pelo qual eu estava disposto a tudo. Disposto até de ir embora para o Rio (não me lembro mais de onde você é, risos!) e começar minha vida com você. Eu estava planejando prestar o vestibular para a cidade que você estava indo prestar vestibular também, mesmo que eu não passasse, eu não ia desistir. Eu mergulhei fundo nesse amor. Até descobrir que você era uma menina - pausa para a reação novamente: uhhhhh giiiiiirl! - voltando. Quando eu descobri isso, eu não fiquei arrasado no primeiro momento, juro! Tudo começou a fazer sentido, como por exemplo: a gente não se falava por ligações, só por sms, em hipótese alguma você me atendia, mesmo se eu estivesse precisando muito falar com você. Como quando eu tentei suicídio pela primeira vez. Não foi por sua causa, calma, eu estava tendo problemas em casa e estava (estava? estou!) muito infeliz, na minha cabeça se eu morresse seria a melhor coisa, mas minha mãe não deixou. Enfim, quando a ficha começou a cair de que o meu N não existia e que no seu lugar existia a S, eu fiquei arrasado. Gente, como eu fiquei arrasado. Eu nunca tinha sentindo tanta falta de alguém como eu sentia a sua, eu não me lembro, mas eu acho que estava disposto a continuar com o fingimento só para ter você em minha vida novamente. Bom, eu demorei muito, mas conseguir te superar. Te superei quando eu fui embora para outra cidade e lá conheci o I. 

I, 
Olá, I, você foi, no caso, uma paixonite aguda muito intensa que tive, não chegou a ser amor, mas me marcou como se fosse. Provavelmente você não verá essa publicação, por mais que eu poste em todas as minhas redes sociais para que você leia e veja o que sinto em relação a você, você não verá, mas foda-se, vou falar mesmo assim. Cara, você foi o primeiro menino que tive um contato interessante, um momento gostoso que eu acreditei que eu finalmente teria o meu relacionamento. Eu acreditei mesmo, principalmente depois do que você me falou: "Quando passamos do 3º/4º encontro, significa que estamos a caminho de um namoro". Eu fiquei todo encantado por você, pelo seu sorriso, pelo seu jeito. Até que um dia eu te liguei para me encontrar em um barzinho que eu estava, você inventou mil desculpas dizendo que não podia ir, eu, como sempre, muito compreensivo, relevei. Tentei falar com você por alguns dias, até que eu desisti, percebendo que você não queria falar comigo. Num belo dia vejo você na rua, em uma festa tradicional da cidade, com um outro boy e logo de cara percebi que vocês estavam não apenas ficando, mas namorando. Cara, você foi muito filha da puta comigo, FOI SIM! Se você estava ficando comigo e com esse menino, porque você me disse que estávamos a caminho de um namoro? Idiota! Fiquei por um bom tempo lembrando de você e toda publicação que fazia na rede social ou toda vez que eu te via, meu coração acelerava. Até que um bom tempo depois, você veio me procurando, demonstrou que queria um relacionamento, eu muito otária que sou, fiquei com você. Bom, em compensação, foi bom eu ter ficado. Quando te beijei, foi como se tudo que eu sentia, tudo que eu via em você, se quebrasse. Foi ai que percebi que eu não sentia mais nada por você e por fim eu dei o troco, POR QUE EU POSSO SER OTÁRIA, MAS EU NÃO TENHO SANGUE DE BARATA.  

Depois de I, nessa ida e vinda do amor, eu tive minhas outras paixonites.Veio G (um menino), paixonite estranha que tive que hoje eu fico tipo: "what???" Veio vários B's, minhas paixonites do trabalho. Até que chegou no meu primeiro M.

M,
Olá, M. Olha, você foi uma paixonite aguda que me marcou também, você tem uma rola maravilhosa e transa bem demais. Você foi a melhor transa que eu tive em toda minha vida. Misericórdia! Se fosse pra gente trepar de novo, eu ia correndo, porque eu não estou morta, inclusive, estou precisando. Bom, é muito improvável que você leia essa publicação também. Você, assim como I, demostrou claramente que queria um namoro (eu posso ser loka, mas não retardada e eu entendi perfeitamente que você queria um namoro também. EU só não era o que VOCÊ procurava). Eu só quero te dizer uma coisa, antes de demonstrar essas coisas a uma pessoa, tenha certeza do que você está sentindo. Não iluda a pessoa com suas palavras doces se você não for ficar. Eu fiquei um bom tempo apaixonado por você, te stalkeando nas redes sociais, etc e tal. Você sendo uma pessoa muito madura, não me bloqueou nas redes. Enfim, consegui te superar depois de um tempo. Só não superei essa rola maravilhosa e essa transa gostosa. PUTA QUE PARIU, CARALHO! 

Mais tarde, nas loucuras da vida, me aparece um novo M. Mesmo nome que o outro M tinha. Esse nem chegou a ser uma paixonite, mas me marcou devido ao nome, por ter, mais uma vez (porque eu sou muito otária) me iludido com essa história de relacionamento e por ter aquele beijo que você pensa assim: "caralho, eu não quero parar de beijar essa boca nunca mais!". Com isso, me fez enfiar na cabeça que nenhuma pessoa com esse nome prestava e hoje eu posso afirmar isso de pé junto. Peguei ranço!

Fiquei um bom tempo sem gostar de ninguém, sem ter aquela paixonite aguda ou um amor daqueles que deixa a gente flutuando sem sair do chão. Tive uns rolos, conheci pessoas bacanas, como: P e J, que eu jurava que daria alguma coisa, mas não deu em nada. Principalmente com P, se tivéssemos dado certo, estaríamos queimando um beck agora (risos!), eu ia amar fazer isso. Maconha é vida! Apesar de eu ter usado apenas uma vez. Mas você me fez um ciúme desnecessário, que eu fiquei tipo: "pra quê ele me falou isso?". Ok que você não se importa com nada e que você é a pessoa mais tranquila desse mundo, mas helloooo, eu não sou você, penso e sinto diferente. Enfim, segue o baile. 

Depois de um bom tempo sem gostar de ninguém e eu encher o saco de Deus, pedindo todos os dias alguém que eu pudesse amar e que me amasse da mesma forma. Eis que me aparece um outro M, mesmo nome dos outros dois M, porém, sem o H. Cara, esse eu posso afirmar com toda certeza que eu tenho nesse mundo que o que eu sinto por você é equivalente ao que eu senti pelo N.

M,
Olá, M. Bom, você agora virou meu post de desabafo e a minha mais recente desilusão. Com toda certeza que você não verá esse post, porque você me bloqueou em todas suas redes. Cara, eu sinto muito sua falta, sabe? Em certos momentos eu consigo me conformar com o nosso término, mas em outros... Está difícil de lidar com isso. Você é de longe a pessoa mais linda que pude conhecer nessa vida. O cara mais espetacular de incrível. Eu te amei de verdade, sabe? Não sei se te amo como antes, mas ainda sinto algo por você, porque ainda dói aqui. Eu, como sempre, fiz tudo e mais um pouco por você, tudo que estava ao meu alcance. Eu sei que você queria mais, mas eu infelizmente não podia te dar isso. Você é novo e eu entendo que você precisa viver todas as aventuras que eu também vivi. Isso é um direito seu! Até porque eu te falei logo no início: "Eu só tenho medo de que você se arrependa lá na frente de não ter vivido sua vida como você queria". Eu falei isso porque eu sei como é, eu não fiz isso, eu não fiz muita coisa e me arrependo amargamente por isso. Mas cara, você virou pra mim e disse: "Por favor, amor, sonha comigo, não me deixa sonhar sozinho". Pra quê me falar isso se você me deixaria um dia? Você me falou isso, esperou eu me entregar pra depois me jogar na lama? O que aconteceu com todo aquele amor que você tanto dizia que tinha por mim? Eu não consigo entender o que houve pra você ficar tão irredutível e não querer buscar uma solução para o nosso relacionamento. Porra, eu era seu namorado. Olha, eu sei que fiz muita palhaçada, apaguei nossas fotos antes de oficialmente a gente terminar, fiquei falando pra gente terminar sendo que você estava pensando a respeito, coisa que eu te pedi para fazer já que você veio me questionando várias coisas. Mas esperar aí, você me disse que já vinha pensando isso há várias semanas... Por que não me disse antes? Estava envergonhado? Você arrumou outra pessoa que atende aos seus requisitos? Essa ultima pergunta é a que está martelando na minha cabeça. Você, assim como eu, ficou com I e eu sei que vocês trocavam mensagens de vez em quando, mesmo que fossem mensagens "inocentes". Quando você começou a pensar em término, vocês já estavam se falando? Não insulte a minha inteligência. Eu posso estar sendo louco? Posso estar sendo louco. Mas é o que acontece quando as coisas não se encaixam. Procuramos pelas peças que faltam no quebra-cabeça e essa peça é a que mais está se encaixando. Olha, eu só quero dizer que: viva sua vida. Explore tudo o que você conseguir explorar. Aproveite! Viva intensamente! Se descubra e redescubra. E eu espero que você e I não estejam juntos, porque se estiverem, vai ser a pior filhadaputagem que fizeram comigo. 

Conclusão, eu nasci pra ficar sozinho. Depois de tanto escrever, eu comecei a notar que essas coisas são normais até certo ponto. Cara, eu tenho 24 anos de idade, não tem lógica eu não ter vivido um relacionamento de, sei lá, pelo menos 2 anos. Não tem lógicas todas, eu digo TODAS, as pessoas serem passageiras em minha vida. Eu não consigo aceitar isso. Eu estou sofrendo muito por M ainda, mas isso me faz refletir muita coisa e perceber que tem algo errado aí. Esse erro seria eu? Seria essas pessoas que gostei? Eu vou ter um relacionamento duradouro? Eu vou poder casar um dia e constituir uma família? Eu vou ter o Natal que sempre sonhei em ter? Aquela vontade de acabar com minha vida está voltando novamente, mesmo depois de eu ter lido que, se a gente se matar as coisa só tendem a piorar e nunca resolver. Isso é muito triste! Mais uma vez eu vou ter que superar e voltar a encher o saco de Deus para me mandar uma pessoa para que eu possa amar e que ela me ame de volta na mesma intensidade, mas que dessa vez ela fique para sempre...
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